Hoje

 

 vento

reticente

sentido

vazio

face

cálida

olhar

magro

andar

seco

 

lua minguante?

 

Dani Santos



Escrito por nós às 22h31
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silenciosamente

             

Essas noites

De calar

O canto

O vento

O sopro

Resta?

O tempo

O tênue

O espaço

Entre o branco

E o retrato

Pra não falar de cinzas

 

 

 

 

Essas noites

De fechar

A porta

A carne

O olho

Resta?

A ferida

O frio

O espaço

Entre o branco

E o mar de lama

Pra nunca mais dizer do cinza

 

 

Dani Santos



Escrito por nós às 22h28
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pressão

o que falta

talvez chegue

quiçá onde

deveras como

se fosse ontem

ou já amanhã

 

 

 

onde? se já cheguei

tarde

que era tanto

ou nunca ou quase?

 

Dani Santos



Escrito por nós às 22h12
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Distância

 

Olho-me no espelho – essa desconhecida

Procuro-me no que sobrou

Nas marras, restos, relances

Vasculho os pedaços, fagulhas

- o reflexo no espelho me sorri

E é um rosto estranho

Uma face distante

Em seu riso sarcástico

Olho-me e são mil faces o que vejo

Peles, retratos, redomas.

Flores arrancadas, perdidas.

Pedras, feridas

Olho-me e mais uma vez me perco.

 

Dani Santos



Escrito por nós às 21h51
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monocromia

as cores repetindo-se

incessantes

lentamente

fastidiosas

cal ma men te

de li ca das

até a gota dágua

o suplicio máximo

insano

absurdamente

a repetição

o mesmo

o um

o antes o agora e o depois

numa dança inerte

vazia

inesgotável

 

Dani Santos



Escrito por nós às 21h16
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