“Quando não se sabe mais
Se ri, se chora...

A vida desfiada
na calçada das horas...

o tempo estremecente
galgando passos vazios

O ritmo escorrendo
Num labirinto sem fim

O mar-amar-a morte-vida

Tudo é tão incerto
Tão incólume
Quanto o verbo

A carne rasgada
ressentida
jorrando feridas
flores abertas
cores fugidias

o tom amargo
o dissabor
o inodoro
o incolor

Monocromia:
o laço
acinzentado
fatalmente
a ponte vazia e fria.

o passo descompassado...
o avesso e a solidão
o fundo o raso
o mistério
a desfusão...”


Escrito por nós às 07h50
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